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A mostrar mensagens de abril, 2017

4 truques para libertar a mente

Como manter a mente (demasiado) ocupada: 1. Reviver aqueles episódios onde disseste mais do que o que querias ou menos do que te apetecia dizer. 2. Criar fins alternativos para esses episódios mesmo sabendo que nada há a fazer. 3. Estabelecer objectivos para o futuro, idealmente mais do que um e suficientemente difíceis de atingir: desta forma se desculpabiliza o seu quase inevitável abandono. 4. Antecipar eventos, antecipar comportamentos, antecipar pensamentos... 5. Variar os interesses e procurar ser mais do que medíocre em cada um deles. 6. Exigir demais dos outros e do próprio. 7. Ler livros, ler blogues, ler redes sociais, ler artigos, ler rótulos! Ler! 8. Ouvir. Ouvir música, ouvir conversas, ouvir barulho. Recear o silêncio. Como libertar a mente: 1. Respirar 2. Sentir 3. Escutar 4. Amar

Quarenta e tais kilómetros

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Há dois anos corri a primeira meia-maratona. Na Régua. 21kms e uns trocos com o Rio Douro sempre ao meu lado. Um calor abrasador. Ainda hoje sinto a emoção de chegar ao fim: eriçaram-se os pelos da nuca, dos braços quando dei por mim a cortar a meta. Sofri um shot de adrenalina e por um instante apetecia-me abraçar toda a gente com quem me cruzava. De pernas trôpegas e mãos a tremer quis logo ligar à minha mãe e ao meu marido e dizer "consegui! 21 kms sem parar!" Entretanto no mesmo ano fiz outra meia maratona, a do Porto, e no ano passado voltei à Régua. Os tempos não são relevantes. Não corro para o relógio. Corro pelo prazer que me dá. Mas é normal que me orgulhe quando vejo que corro um pouco mais rápido e me canso um pouco menos. Este ano decidi fazer a minha primeira maratona. Porque faz sentido. Serão 42 kms no primeiro dia dos meus 42 anos. 

Viver o momento

Sempre gostei de conviver. Das festas de adolescente que os meus pais me deixavam organizar em casa, às saídas noturnas com amigos, aos jantares de trabalho e de reencontros, aos piqueniques de familiares e ou de amigos. Fui e sou social. Alguns amigos dizem que sofro do "síndroma de chefe de excursão". Tenho para mim que a minha personalidade controladora se manifesta neste sentido de responsabilidade e vontade de agradar. Apesar desta característica que reconheço em mim desde sempre, agora que passei a barreira dos quarenta, sinto que me tornei mais seletiva e os meus convívios são vividos com uma gratidão mais intensa. Talvez porque a fragilidade da vida nos bate à porta a partir dos quarenta, levando-nos as pessoas mais queridas, damo-nos conta da importância do fazer agora, do dizer agora, do abraçar, rir, partilhar agora em contraste com a procrastinação dos afetos, dos beijos, dos abraços... Até mes...