Viver o momento

Sempre gostei de conviver. Das festas de adolescente que os meus pais me deixavam organizar em casa, às saídas noturnas com amigos, aos jantares de trabalho e de reencontros, aos piqueniques de familiares e ou de amigos. Fui e sou social. Alguns amigos dizem que sofro do "síndroma de chefe de excursão". Tenho para mim que a minha personalidade controladora se manifesta neste sentido de responsabilidade e vontade de agradar.
Apesar desta característica que reconheço em mim desde sempre, agora que passei a barreira dos quarenta, sinto que me tornei mais seletiva e os meus convívios são vividos com uma gratidão mais intensa.
Talvez porque a fragilidade da vida nos bate à porta a partir dos quarenta, levando-nos as pessoas mais queridas, damo-nos conta da importância do fazer agora, do dizer agora, do abraçar, rir, partilhar agora em contraste com a procrastinação dos afetos, dos beijos, dos abraços... Até mesmo das zangas, dos is que têm de ter lá os seus pontos e os TS que ficaram por traçar. É importante esclarecer, é importante que os sentimentos e emoções sejam registados, expostos e partilhados antes que os amigos dispersem, as pessoas queridas partam e apenas fique o arrependimento.

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