Se não fosses ansiosa, o que gostarias de ser?

A ansiedade não é fruto dos quarenta. Esteve sempre cá. Mesmo quando eu pensava que tinha tudo sobre controlo, mesmo quando me iludia com a ideia de que pensar, racionalizar e antecipar era uma qualidade.
O que veio com os quarenta foi a consciência desta minha condição e com ela alguma clarividência. Reconheço na minha filha os mesmos traços, as mesmas aflições: as mãos molhadas, as dores de barriga, os sonos agitados, as dores de cabeça e as chamadas de atenção... O que, ironicamente, me causa ansiedade. Portanto, a grande questão é como quebrar o ciclo? Como é que posso impedir que esta filha da mãe me tenha a mim e à minha filha como reféns?

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